Hoje como em todas as sextas ferias é o dia de folga mas fui acordado pelo toque da campainha, uma coisa que não é nada comúm de acontecer.
E era um sujeito que se apresentou como enviado do ministério das finanças, e exigiu quase que grosseiramente a entrar na casa, ainda que eu estivesse na altura de tronco nú. Como sei que não tenho dívidas a pagar deste lado do mundo, claro que deixei o cara entrar para evitar grandes conversas. Alías, o cracha era em árabe de maneiras que não era possível entender patavina. Lá o tipo entrou mas comigo preparado para o melhor e para o pior...
Tudo fez sentido quando perguntou sobre os prejuizos que tive por causa do furacão Gonu. A resposta só podia ser “nenhum”. Mas também como continuava sem pachora para muitas conversas atirei com o meu cartão de visita e ID card. E lá foi ele preenchendo apressadamente uns papeis.
Na saída já eramos mais amigos que na entrada.
E não é que descobri quando saí para ir à mesquita (algo que costumo fazer nas 6as) que o tipo acabou pondo um sinal “certo” na minha porta (512) e algumas outras adjacentes. O meu vizinho (510) da esquerda acabou tendo um “errado”, provavelmente porque não devia estar em casa – Isto me fez lembrar a marcação das portas na história do Ali Babá e os 40 ladrões no livro das 1001 Noites. E não perdi a chance te tirar umas fotos para a posterioridade...

