sábado, 26 de maio de 2007

17/05/2007 Bye-bye India

Hoje estou de volta a casa em Muscat depois de uma viagem de 5 dias a Bangalore – India.

A primeira e última imagem que se tem é de ser um sítio com um tráfego horrivel. Foi pouco tempo para conhecer a India, mas acima de tudo deu para experimentar um montão de pratos típicos. Sempre com bastantes temperos, “spiced food” como eles dizem. Claro que não gostava mas lá tinha que dizer que tudo estava bem para não desanimar os colegas.




Nos últimos dois dias jantamos no restaurante da esquina que está sendo gerido por um “banian” radicado nos States por 27 anos. Comemos comida do Bharein sugerido pelo Shawik pois ele é Bhariano (diz-se assim?). Ontem, levamos o boss americano da Webb (não lembro o seu nome) para o tal restaurante para encontrar o conteránio. Ambos pareceram-me fafarões e acabaram falando de política. Claro que evitei manifestar a minha opinião sobre um montão de assuntos para evitar situações desagradáveis. O gerente da esquina disse que foi o único autorizado a servir o Clinton no hotel aquando da convenção democrática.

Num dos dias variamos para a comida Thailandesa e francamente gostei bastante. Claro que nos jantares sempre tinha uma cervejinha sempre sugerida pelo Moreno, velho chileno da Bechtel. Gostei muito mais da Goldenfish do que a australiana Foster e da indiana BU. A Goldenfish é fabricada na India.

Uma das experiências foi ter ido ao templo indu da ISCON. Tivemos que pagar 250 rupias (cerca de 10UDS) para não ter de ir na fila com cerca de meio kilometro. Como só estava eu e o colega, resolvemos ser simpaticos com uma familia que ali estava (duas senhoras, o homem e mais uma criança). Ai passamos por uma série de escadarias e corridores acessível para quem pagou. Iamos passando por diversas ante-cameras ondem estavam representados as figuras sagradas indus.

Acabamos dando ao sitio das rezas onde tinha duas casas de 2 por 5 metros toda em ouro. Uma figura impressionante pelos detalhes. No templo também tem muito comércio e algumas ofertas (para quem pagou). As ofertas todas passamos pra familia que no final obrigou-nos (ie, forçou-nos) a comer uma especie de doce-salgado (?) que eles compraram – isso para compensar a nossa simpatia.
No templo não era permetido tirar fotos mas eu como tinha o celular, lá ia fazendo as minhas machanganisses...

Também fomos ao palacio do sultão Tipu que governou nos anos 1700. Este edifício, todo em madeira está localizado em Bangalore. Consta que o sultão deu muito guerra aos ingleses. Para entrar nesse templo tivemos que pagar 100 rupias cada um. Os indianos apenas pagam 7. Eu lá exigi um tratamento igual pois Patel é nome indiano. Não tive sucessos...

Profissionalmente a viagem foi um fiasco. O pessoal da Webb não estava preparado para o FAT (Factory Acceptance Test). O primeiro dia foi perdido sentado no office enquanto eles tentavam concertar o problema de comunicação do Devicenet. Depois nos outros dias vimos que não compriam com os nossos specs quer por desconhecimento, quer por falta de tempo na engenharia do projecto. (assuntos profissionais, não dá pra detalhar).
A viagem de volta teve muitas situações caricatas. A começar por ter de acordar as 4 horas pra apanhar o voo das 6:30. Tive de dar aulas ao indiano da migração que não sabia onde era Moçambique. Depois a moça do check-in chamou o manager pra saber onde estava o visto de Oman (que eu podia muito bem amostrar). No fim tive que levar a bagagem para o scanner porque não tinha passado de lá.

No Bharein separei-me do colega que é de lá pois ele voltaria mais tarde a Muscat. Não foi fácil descobrir a hora local, mas depois descobri que tinha uma hora pra fazer shopping no aeroporto. Aproveitei para comprar um cartão de 5 litros de vinho australiano.

Fiquei na dúvida sobre como meter isso no Oman pois sendo islamico não tenho direito a importar alcool. Além disso 5 litros parece ser exagerado. E ainda tinha meia garrafa de whiski que levei para a India e bebia no quarto. Felismente quando cheguei o homem do scanner mandou-me saltar a fila juntamente com um grupo de ocidentais. Enfim mal menor.